Flu com Ronaldinho volta ao G4

Antero Greco

01 de agosto de 2015 | 21h01

Vamos direto ao assunto, como zagueiro que entra de sola no atacante: não se devem esperar shows de Ronaldinho Gaúcho. Podem ocorrer, até, mas serão esporádicos, raros, ocasionais. Ele não tem mais pique nem idade para ser o monstro da época de Barcelona; talvez não consiga nem repetir o que fez em 2013 no Atlético-MG. Esqueçam aquele astro de 2004, 2005.

Mas é Ronaldinho Gaúcho. Veio para o Fluminense para chamar público (e a resposta ficou aquém do esperado), para exibir um pouco do vasto repertório, para ter lampejos. Se essa for a expectativa, ele não decepcionará. Se esperarem altíssimo nível, daí sim haverá frustração.

O Ronaldinho que conta agora é esse que ficou em campo 90 minutos, para surpresa geral, que caminhou muito, correu pouco, deu um carrinho temerário (poderia ter custado um vermelho), deu uns toques bonitos na bola e fez o lançamento que Wellington Paulista ajeitou para o gol solitário e decisivo de Marcos Júnior. E ponto final, cumpriu a missão.

O Fluminense venceu, voltou ao G4, mantém pouca distância de Galo e Corinthians, empurrou o Grêmio mais para longe. Mas o 1 a 0 foi sofrido, suado, contestado. Não o gol em si, normal; mas por decisões do árbitro Wilton Pereira Sampaio.

Ao menos duas atitudes dele influíram no jogo: o segundo cartão para Wallace, do Grêmio, foi injusto; portanto, não merecia a expulsão. E aos 44 minutos do segundo tempo Edinho teve a camisa puxada por Wellington Paulista, numa chance desperdiçada por Pedro Rocha; pênalti que passou batido. Fora a interpretação branda do carrinho de Ronaldinho.

Jogo equilibrado, sem fortes emoções, de dois times com dificuldade para criar. Deu-se melhor o Flu, ao aproveitar a melhor chance que construiu. O Grêmio começa a derrapar, depois de começo excepcional sob o comando de Roger Machado.

 

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