Flu começa bem. Mas vai dar sustos na torcida

Antero Greco

08 de fevereiro de 2012 | 01h38

Acho a Libertadores divertida, um grande barato. A estreia do Fluminense só reforçou essa sensação. O batismo da turma de Abel Braga, na edição 2012, foi no melhor estilo da competição: jogo pegado, placar apertado, sufoco, catimba, empurrões, expulsões, reclamações, vaias e aplausos. E, o que mais importa, a vitória por 1 a 0 sobre o Arsenal, o primeiro argentino a ser derrubado. Na sequência, virá o Boca Juniors.

O Flu versão atual deu a impressão de que faria a festa sobre o Arsenal, com o gol de Fred com pouco mais de 2 minutos. O tira-gosto esteve ótimo, mas faltaram o prato principal, o acompanhamento e a sobremesa. O tricolor até criou chances, ainda no primeiro tempo, porém não teve pontaria para aumentar a diferença e ficar sossegado.

Os argentinos reagiram na etapa final, também devolveram a pressão, exigiram de Diego Cavalieri algumas saídas precisas. Ao mesmo tempo, irritaram os brasileiros. O velho e manjado papo de catimba, mas nada fora do comum. Todo mundo sabe o que vai acontecer e tem gente que entra.

Aliás, se antecipa: Deco, por exemplo, deu umas sapatadas e se safou do vermelho por pouco. Ainda saiu de campo aplaudido, ao ser substituído. Rafael Sobis nem tanto. A torcida exigiu a presença de Thiago Neves, que entrou no lugar dele. E não fez grande coisa.

Quando o jogo esquentou de vez, teve bafafá e duas expulsões – Aguirre e Wagner quase saem no tapa aos 30. Saíram, mesmo, é do campo. Já no final, Leandro Eusébio perdeu a cabeça, também apelou para a ignorância, agrediu adversário e foi posto pra fora. Nervosismo acima do normal para uma rodada inaugural. E não dá pra ficar falando que os argentinos é que dão pancada.

A torcida do Flu saiu do Engenhão com um tanto cismada: o time tem cacife para seguir adiante e avançar nas etapas de eliminação direta. Mas tem toda a pinta de que vai fazer muita gente tomar água com açúcar (ou algo mais forte) para botar o coração em ordem.

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