Flu dorme no ponto de novo. O Inter joga como campeão

Antero Greco

24 de fevereiro de 2011 | 02h18

Fluminense e Internacional tiveram posturas diferentes na segunda apresentação na Libertadores deste ano. O campeão brasileiro jogou fora outros dois pontos como mandante, no 0 a 0 com o Nacional do Uruguai (na estreia emperrou nos 2 a 2 com o Argentinos Juniors). O campeão sul-americano deu uma sova no Jaguares, do México, com 4 a 0, na primeira em casa, depois de arrancar 1 a 1 com o Emelec, na semana passada no Equador.

O que me preocupa é que o Flu se enroscou outra vez diante de um rival que se fechou. A diferença do Nacional para o Argentinos Juniors ficou no poder de fogo: os uruguaios são mais limitados que os vizinhos argentinos e pouco incomodaram o Ricardo Berna. Fossem mais atrevidos, o sufoco no Engenhão (pouco mais de 10 mil pagantes) teria sido maior.

Dou um desconto para Muricy Ramalho, que anda com várias baixas, sobretudo no ataque. A equipe até que dominou, pressionou, criou algumas chances. Mas aquém do que se esperava para quem entrou como a pretensão de ser protagonista na competição e brigar pelo título.

Pior do que isso: sentiu a pressão da torcida. Time que pretende classificar-se não pode perder pontos em casa. Como deixou quatro pontos para trás, terá de recuperá-los como visitante. Tomara até lá Fred, Emerson estejam de volta, e Conca tenha recuperado a forma. Desse jeito, o sonho da Libertadores não passa da fase de grupos.

Inter esmagador. A torcida do Inter ficou um tanto apreensiva com a ausência do D’Alessandro, fora por contusão. Mas o susto passou já no primeiro tempo, com os dois gols do argentino Bolatti. E recuperou a confiança na etapa final, com o bom futebol do time e os gols de Leandro Damião e, em seguida, de seu substituto Oscar. Desta vez, os colorados não poderão reclamar de Celso Roth e sua preferência por marcação forte no meio-campo: o Inter foi pra cima o tempo todo. Ainda bem.

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