Flu e Corinthians desprezam a bola

Antero Greco

24 de maio de 2015 | 19h43

O título deste post parece perseguição a Fluminense e Corinthians, que não passaram do 0 a 0 no Maracanã. Não é. Ok, pode aplicar-se à maioria dos jogos do Brasileiro, mas vai para este porque acompanhei com maior atenção.

Os dois times saíram de campo devendo para o futebol e para a torcida. Com atenuante para um e preocupação para outro. O Fluminense tem a desculpa de técnico novo (Enderson Moreira estreou); portanto, início de trabalho. O Corinthians está com um time desmilinguido.

O primeiro tempo foi constrangedor, sem que nenhum dos dois se atrevesse a construir jogadas interessantes. O Flu tratava de ajustar-se aos pedidos do “professor” recém-chegado, sobretudo na marcação no meio-campo e nas eventuais descidas ao ataque.

O Corinthians parecia ter esquecido a sintonia dos primeiros meses do ano e se comportou como um amontoado. Resultado disso: Cássio e Cavalieri praticamente assistiram à partida de dentro do campo. Para registro: uma bola de Vinicius na trave direita.

No segundo, se a técnica não se modificou, ao menos ocorreu acelerada no ritmo. Por parte do Flu, mais esperto pouco coisa do que o rival alvinegro. Houve pressão, muitas jogadas próximas à área corintiana e duas chances no mesmo lance (com Gerson e Fred), paradas por Cássio.

O Corinthians teve uma oportunidade apenas, e enorme, mas Guerrero chutou errado com gol livre. Tite manteve o peruano até o fim, mesmo sabendo que ele tem os dias contados no clube. No segundo tempo, também colocou Emerson Sheik, que passou sem ser notado. Pra que insistir em dois atletas que logo sairão? Melhor seria começar desde já a provar alternativas.