Flu e o preço por ter Ronaldinho Gaúcho

Antero Greco

08 de agosto de 2015 | 22h24

Duas apresentações, apenas, são insuficientes para avaliação consistente a respeito da possível contribuição de Ronaldinho para o Fluminense. Deixei claro, de antemão, que aprecio a presença de um jogador do peso do gaúcho por aqui. Por mais que esteja no declínio da carreira, é um nome importante, que tem qualidade e história.

Isto posto é necessário fazer uma reflexão: como encontrar a medida certa para Ronaldinho produzir o que pode, nesta etapa da trajetória dele nos gramados. Como fazê-lo render o máximo, com o mínimo de risco para si próprio e para a equipe. Esse o desafio que se põe para Enderson Moreira, o atual treinador da equipe.

Por que a dúvida? Porque, mesmo ao permanecer em campo os 90 minutos pela segunda vez consecutiva, está claro que Ronaldinho tem limitações. Todos sabem disso, a começar pelo ele próprio, pelos dirigentes, pelo treinador. Isso ficou claro na derrota por 1 a 0 para o Avaí, na noite deste sábado, em Florianópolis.

Ronaldinho é imenso como símbolo de futebol bonito. Além disso, empenhou-se, não se escondeu, porém esteve aquém do que o mais empolgado torcedor poderia esperar. Gilson Kleina construiu marcação eficiente em torno dele, o que o obrigou a buscar espaços. Com isso, limitou a participação a alguns passes, lançamentos, cobranças de falta. Faltou-lhe também com quem “dialogar” na frente. Pode ser Fred, quando voltar.

Não se pode esperar do Ronaldinho de hoje um jogador que se desdobre em várias funções. Nunca foi exatamente a dele, muito menos no estágio em que se encontra. O Flu carece de uma fórmula eficiente no meio para usufruir de Ronaldinho com inteligência. E, mais do que isso, sem que, em curto espaço de tempo, seja cobrado por não dar o que não pode mais.

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