Flu emperrou. E não há jeito de destravar

Antero Greco

28 de agosto de 2013 | 22h56

Pegue o elenco do Fluminense e compare com outros clubes de ponta. Não está abaixo de ninguém. Há nomes importantes, jogadores de seleção, vários experientes e diversas promessas. Com algumas variações, o grupo que conquistou o Brasileiro do ano passado. E em torno do qual se faziam projeções otimistas para os desafios deste ano.

Mas é outro Flu. A equipe combativa e eficiente de 2012 saiu de cena e entrou um conjunto instável, irregular, que leva sufoco e faz o torcedor sofrer. Apesar de as caras serem aquelas conhecidas, ressalte-se. Tem sido assim desde o início da temporada – no Estadual, na Libertadores, no Brasileiro e agora na Copa do Brasil.

Mudou o “professor” e o marasmo permanece. Abel Braga foi embora porque não fazia mais o tricolor render. Veio Vanderlei Luxemburgo e ainda não se viu progresso. Não resolve ganhar um punhado de partidas na Série A, se falta continuidade. Quando se imagina que o time está pronto para deslanchar, aparece um resultado que emperra tudo novamente.

Foi assim na noite desta quarta-feira, em Goiânia. Fred, Cavalieri, Edinho, Felipe e companheiros levaram para o Serra Dourada a vantagem de 1 a 0 obtida sete dias atrás no Rio. E não souberam aguentar a pressão de um adversário determinado, brioso e que acreditou desde o apito inicial na possibilidade de anular o placar adverso e seguir em frente.

Batata! Conseguiu, com um gol em cada tempo. Primeiro com Renan Oliveira e, aos 9 da etapa final, com William Matheus. No lance do segundo gol, reclamação de falta de Walter, na disputa de bola com Igor Julião. Lance discutível, de fato. Diria que, se o juiz apitasse falta, ninguém iria reclamar.

Mas independentemente da decisão do árbitro Luis Flávio Oliveira, a questão está na postura das equipes. O Flu não jogou (com exceção de algumas finalizações de Fred). O Goiás, sim. Premiou-se, então, quem estava disposto a vencer.

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