Flu renasce, Atlético afunda e demite Luxemburgo

Antero Greco

23 de setembro de 2010 | 23h06

O Fluminense mostrou na noite desta quinta-feira que está longe de jogar a toalha na briga pelo título de 2010. Com os 5 a 1 sobre o Atlético-MG, no Engenhão, recuperou a vice-liderança, com 45 pontos (um a mais do que o Cruzeiro) e encostou de novo no Corinthians (47). Só que tem 24 partidas já disputadas, contra 23 do líder. É também o melhor ataque, com 45 gols. O Galo mineiro, com 21, está em antepenúltimo e sofreu a 15.ª derrota. É o time que mais perdeu na Série A e resolveu não segurar mais Wanderlei Luxemburgo.

O Flu finalmente voltou a jogar como quem tem pretensão de ficar com a taça, embora neste momento não dependa só de seus resultados. Os laterais Mariano, animado com a convocação para a seleção, e Carlinhos foram decisivos no resultado. O primeiro, pelas descidas e cruzamentos. O segundo, também pelo apoio ao ataque e pelos gols (o segundo e o quarto). Na verdade, a defesa roubou a cena, já que Gum e Leandro Euzébio fizeram outros dois gols. Marquinho completou. Deco, Diogo e Conca comandaram o meio-campo.

O Atlético é arremedo de equipe. Com muitos jogadores experientes, rodados, não consegue acertar uma. No primeiro tempo, ainda deu algum trabalho, chegou ao empate, em cobrança de falta de Daniel Carvalho, mas ruiu com o segundo gol. Na etapa final, perdeu o rumo de vez com a expulsão de Alê. É candidato à Série B de 2011.

Luxemburgo foi demitido, ainda no vestiário, após o jogo, agradeceu a diretoria do Atlético, elogiou os jogadores, garantiu que o time não será rebaixado. Admitiu que pela primeira vez sai de um clube em “situação complicada”. Luxemburgo precisa parar um tempo e repensar o que tem feito da carreira nas últimas temporadas.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.