Flu segue os passos do São Paulo e afunda

Antero Greco

29 de julho de 2013 | 00h45

Alguns tricolores ilustres andam mal das pernas. Depois do São Paulo, agora é a vez de o Fluminense perder o rumo na Série A. O campeão brasileiro levou seis sacolejadas nas últimas sete rodadas – cinco em seguida e a mais recente neste domingo, nos 2 a 0 diante do Grêmio, em Porto Alegre. Por causa disso, está na zona de rebaixamento, junto com o similar paulista.

E está por deméritos próprios. O Flu parece que desaprendeu a jogar. Ou foi acometido pelos mesmos males do São Paulo, sobretudo na falta de confiança dos jogadores. A turma não acerta passes acima de cinco metros, parece que há medo de chutar a gol e insegurança na hora em que é atacado. Leva um gol e desmorona.

Foi o que se viu outra vez, neste final de semana. Abel mexe, tenta aqui e ali, e não desata o nó. O mais preocupante é que se trata basicamente do mesmo grupo que conquistou o título nacional de 2012. Titulares antes imprescindíveis e com extrema regularidade agora falham em lances normais. O técnico está sem explicação, diz que não joga a toalha, mas desconfia que o azeite começou a ferver pro lado dele.

Não dá pra culpar azar, pausa para a Copa das Confederações, contusões e coisas do gênero. A oscilação já estava presente na Libertadores, quando deu dois sustos para a torcida em casa, num empate com o Huachipato (1 a 1) e na derrota para o Grêmio (3 a 0). Passou adiante, sem convencer, até cair nos duelos com o Olimpia (0 a 0 e 1 a 2).

O grupo emperrou e também não se pode alegar que a falta de casa atrapalha. O Botafogo, por exemplo, enfrentou problema semelhante e está na parte de cima da classificação. Flamengo idem e está ligeiramente melhor. A solução do mistério é interna, o problema está dentro do próprio Flu. Ou Abel descobre e resolve ou, a caminhar nesse passo, outro será chamado a intervir.

Cartola, desnecessário dizer, não costuma ter muita paciência nem memória.

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