Dá para esperar de tudo do Flu na Libertadores

Antero Greco

29 de abril de 2011 | 01h18

O torcedor do Fluminense levou dois sustos, na noite desta quinta-feira, com apagões no Engenhão. O primeiro ocorreu antes do jogo com o Libertad pelas oitavas de final da Taça Libertadores. O segundo veio no início da etapa final, quando o time paraguaio chegou ao empate. No final, o campeão brasileiro saiu de campo, no início da madrugada, com vitória por 3 a 1 e situação confortável para brigar pela classificação.

Não consigo entender o que acontece com o Fluminense. Logo de cara, depois de um tempão à espera do retorno da luz, ficou em vantagem, com o gol de Rafael Moura aos 3 minutos. Parecia que dessa vez não haveria sufoco, sobressaltos, derrapadas. Não foi bem assim, pelo resto da primeira parte do jogo. O Flu emperrou, não passou mais pela marcação do Libertad e ainda perdeu Júlio César por contusão.

O segundo tempo seguiria toada semelhante, com a vantagem estreita. Mas só até os 15 minutos, quando Gamarra empatou, de cabeça. Pensei (e acho que o torcedor do Flu também): “Agora, vai começar o sofrimento.” E foi assim por alguns minutos, com o meio-campo perdido, a defesa afoita e o ataque isolado.

A torcida vaiou a saída de Fernando Bob, que jogou pouco (havia substituído Júlio César), e o técnico Ederson Moreira arriscou com a entrada de Araújo. A mexida deu certo logo em seguida, com o golaço de Marquinho (aos 27). Dois minutos mais tarde, Conca fez o terceiro, de falta, e tudo voltou à serenidade no Engenhão.

O Flu agora pode perder por um gol de diferença no Paraguai – ou por dois, se o placar for de 4 a 2 para cima. Com tantos percalços que tem superado, não me surpreenderá se vier a cair em Assunção, mas com placar que ainda assim lhe garanta a vaga. Esse Flu está tão imprevisível que é capaz de chegar novamente à decisão. Vai saber…

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