Fluminense e Botafogo honram a tradição do Clássico Vovô

Antero Greco

06 de fevereiro de 2011 | 22h11

O grande jogo do domingo recheado de duelos regionais ocorreu no Engenhão. Botafogo e Fluminense fizeram partida pra ser lembrada por muito tempo. O Clássico Vovô honrou a tradição, pois teve de tudo: viradas no placar, discussões, bolas na trave, pênalti desperdiçado, pênalti aproveitado, bate-boca, expulsões, reclamações dos dois lados contra arbitragem. E acima de tudo bom futebol. Melhor para o Bota, que venceu por 3 a 2 e está a um passo de fechar na liderança do Grupo B do Estadual do Rio e evitar o Flamengo na semifinal.

O duelo desta noite estava com pinta de que seria diferente, porque desde logo quem roubou a cena foi Renato Cajá, um coadjuvante no meio de tanto jogador badalado. Ele incendiou o tira-teima com gol de falta aos 23 minutos e com uma bomba no travessão dois minutos depois. E repetiu a dose ao acertar a trave outra vez, aos 42. A glória de Cajá só não foi maior, porque Rafael Moura, que acabou de chegar ao campeão brasileiro, comandou a virada, com os gols que marcou, aos 30 e aos 44 minutos.

O primeiro tempo, que demorou para engrenar, por causa da boa marcação dos dois lados, ainda teve discussões (entre Fred e Loco Abreu) e dois cartões vermelhos: para Valência (Flu) e para Marcelo Mattos (Bota), por falta em Conca, que devagar recupera o ritmo do ano passado. O fecho da primeira fase foi o caldo para emoções do segundo tempo.

Que não decepcionou. O Loco Abreu justificou o apelido ao cobrar pênalti (cometido por Rafael Moura, vejam só!), com uma cavadinha muito da cara de pau. Diego Cavalieri defendeu e teve seu momento de herói. Mas o uruguaio, com tremendo sangue frio, não abriu mão de seu estilo e, em novo pênalti, aos 11 minutos, fez o gol de empate. A torcida do Botafogo fez a festa definitiva aos 18, com o gol de Herrera que garantiu a vitória.

O Fluminense se complica no Estadual, porque com 15 pontos tem de bater o Madureira, na última rodada, e ainda torcer por tropeço do Botafogo (16) contra o Macaé. Ou seja, precisa contar com a zebra… Na verdade, já está com o espírito preparado para um Fla-Flu na semifinal. O mais importante, porém, é se acertar para o desafio com o Argentinos Juniors, na quarta-feira, na estreia na Libertadores. Muricy terá trabalho para ajustar a defesa e para criar alternativas de ataque, pois quando Fred é muito marcado faltam opções.

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