Furacão arrasa adversários e corre por dentro

Antero Greco

25 de agosto de 2013 | 23h41

Sim, sim, há muito campeonato pela frente. Até a definição do campeão, em dezembro, muita bola vai entrar no gol, muito pênalti deixará de ser marcado e diversos treinadores perderão o emprego, para serem contratados logo adiante. Ou seja, tem coisa demais pra acontecer neste torneio imprevisível. Mas, no momento, um fato é incontestável e óbvio: o Atlético-PR entra no bloco dos que estão em ascensão.

O Furacão sopra com toda força na Série A, sobe a cada rodada, derruba rivais de peso e finca pé no quarteto principal. Sem inventar nada. Não tem futebol excepcional, não conta com foras de série, não joga com esquema rebuscado. Faz o simples – e bem feito. Como se viu na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, na noite deste domingo, em Curitiba.

O Atlético-PR teve paciência para segurar Seedorf e companheiros, que buscavam retomar a ponta, alcançada pelo Cruzeiro no sábado. Depois, sem pressa, conseguiu envolver o adversário. No passo seguinte, ficou em vantagem, com Ederson, em jogada de Dellatorre. De novo, cortou qualquer esboço de reação. A estocada final veio com outro gol de Ederson. Simples? Sim, mas resultado de trabalho e autoconfiança.

Enquanto teve fôlego, Paulo Baier foi um dos pilares do esquema de Vagner Mancini. Ele está na fase da carreira em que se permite ditar o ritmo do jogo e exercer influência sobre os demais. Cumpriu a parte dele e, aos 29 da etapa final, deu lugar para Marco Antônio. Já Seedorf, a alma botafoguense, desta vez não esteve bem.

O Atlético-PR livrou diferença de um candidato ao título, faz sombra para o Cruzeiro e para o Grêmio, ultrapassou o Corinthians e ganha moral para a partida com o Palmeiras, na quarta-feira, pela Copa do Brasil. Está em desvantagem de 1 a 0. Mas, pelo embalo que tomou no Brasileirão, não estranhada nada se avançar também na Copa.

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