Furacão passa por cima também do Santos

Antero Greco

04 de setembro de 2013 | 22h01

Bom escrever quando um time está em fase positiva. Os textos ficam leves, as frases saem com mais fluidez, o tom é alegre. Servem para quebrar a acidez de assuntos chatos e indigestos que temos de abordar a todo momento. Crises, polêmicas e falcatruas não faltam no futebol.

A introdução festeira é para justificar mais um comentário otimista sobre o Atlético-PR nos últimos dias. E merecido. O Furacão anda impossível, devasta os adversários e está com o nariz na ponta da classificação. A atropelada da vez foi o Santos, nos 2 a 1 desta noite, em Curitiba.

O Atlético precisou só de meio tempo para liquidar o serviço e aumentar o saldo para 8 vitórias e 3 empates nas últimas 11 rodadas. O irretocável retrospecto de 27 pontos em 33 disputados. Uma acelerada e tanto, na virada de turno. O desafio é manter a constância, porque a definição ainda está muito longe de ocorrer.

Vagner Mancini repetiu esquema que a equipe tem utilizado, tanto na Série A quanto na Copa do Brasil. E, se o artilheiro Ederson desta vez passou em branco, sobressaíram oportunismo e ousadia de Marcelo e Marco Antônio para livrar-se do Santos. Ambos construíram o placar, aos 6 e aos 37 minutos. Sob a regência de Paulo Baier.

O Furacão soprou menos intensamente na segunda etapa – e isso é normal. Impossível querer velocidade o tempo todo. Fez bem em dosar forças, atraiu o Santos, obteve o contragolpe e só não ganhou com folga maior por finalizar pouco. E ainda levou sustos no finalzinho: primeiro com uma bola na trave, em conclusão de Thiago Ribeiro, e depois com o gol de Emerson.

O Santos viu interrompida sequência de seis jogos sem perder e continua a flutuar em zona intermediária na classificação. Faz parte do grupo que não sobe nem desce. Instabilidade que o caracteriza no campeonato, e fica acentuada quando Montillo não joga.

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