Galo cada vez mais na briga pelo topo no Brasileiro

Antero Greco

31 de julho de 2016 | 00h52

Mais ou menos um mês atrás, quando o Atlético-MG começou a acumular vitórias, escrevi que “iria longe”. Muita gente desdenhou e afirmou que a reação se devia ao fato de “só jogar em casa”. Contestei, disse que era time para brigar no mínimo por coisa boa no Brasileiro.

Pois bem, o Galo tem 29 pontos, entrou firme na corrida pelo G-4 e, se mantiver o ritmo, logo terá a liderança como alvo. A equipe de Marcelo Oliveira cresce, encorpa e melhora, com o retorno de algumas peças importantes que ficaram fora por bom tempo. Casos de Lucas Pratto, que começou como titular ao lado de Fred – e ambos foram bem -, além de Luan, que entrou no lugar de Pratto e na primeira jogada fez o gol que fechou a vitória por 3 a 0 sobre o Santa Cruz, na noite deste sábado, no Independência.

Pessoal, o Atlético está vivíssimo, o entrosamento cresce, o equilíbrio também. Há harmonia entre defesa, meio e ataque. Robinho tem jogado muito, e mostrou isso contra os pernambucanos. Foi participativo, criou jogadas e, para variar, deixou o dele. O outro foi marcado por Fred. O Santinha desce a ladeira e não foi páreo.

Pode melhorar? Claro, pode e deve. Mas só agora Marcelo Oliveira tem praticamente todo mundo à disposição. Com isso, ganha alternativas para mudar o jogo, tem opções para montar a equipe de acordo com o adversário. Está em condições de revezar e, dessa maneira, dar refresco para quem sentir mais cansaço.

Em nenhum momento, neste sábado, viu a vantagem ameaçada. Comportou-se como quem confia em si e sabe onde pode chegar. O Galo tem feito pontos sobre times que estão em situação ruim – e isso faz parte da receita de quem luta por título. E, tão importante quanto, ganha também de quem está por cima, como ocorreu na semana passada, com o 1 a 0 no Palmeiras, no Allianz Parque.

Os ventos ruins passam longe do Galo. E ele já está no cangote de Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Santos… A concorrência será forte no returno.

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