Galo deita e rola

Antero Greco

15 de abril de 2016 | 00h12

Se tem um brasileiro que me chama a atenção na Libertadores é o Atlético-MG. Desde a primeira rodada, joga fácil, supera obstáculos e se classificou para as oitavas com um pé nas costas. O fecho de trajetória brilhante, ao menos até agora, veio com os 4 a 0 no Melgar, na noite desta quinta-feira, em Belo Horizonte.

A rapaziada do técnico Diego Aguirre mostrou, com menos de  um minuto, que não estava para brincadeiras e abriu o placar com Thiago. Pouco depois, aos 7, Robinho aumentou a diferença (num lance mandrake) e Pratto aos 16 marcou o terceiro. Pronto, com pouco mais de um sexto do jogo missão cumprida. Dali em diante, foi só passeio, só carinho na bola. Para não deixar o torcedor na seca até o apito final, ainda saiu o quarto gol, aos 23 da etapa final, com Carlos (que tinha entrado um pouco antes).

Aguirre pôde observar o time com algumas variações de jogadas. A ocasião era oportuna, pois o rival foi a nocaute rapidinho e não assustava ninguém. Mexeu um pouco no meio, na frente, já de olho na próxima fase da competição, em que o caldo engrossa, com os jogos de eliminação direta, em ida e volta.

E a constatação não decepciona: o Galo tem fôlego para superar as oitavas. Claro que depende de quem topar pela frente. Riscos existem, são inerentes ao futebol. Mas, por enquanto, como tem a terceira melhor campanha a tendência é a de que pegue um time menos embalado.

Especulações à parte conta que o Atlético cresce, encorpa, incomoda e fará sombra a outros concorrentes de peso. No momento, é o melhor brasileiro, seguido de Grêmio e Corinthians. O São Paulo animou-se com a vitória sobre o River da Argentina, mas não assegurou ainda a classificação. Resta-lhe o desafio de pelo menos empatar com o The Strongest, em La Paz.

 

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