Galo e Santos estão vivos. Muito vivos

Antero Greco

23 Outubro 2016 | 22h29

Pessoal, certo que as atenções se voltam para Palmeiras e Flamengo, os dois primeiros na corrida pelo título. Mas Atlético-MG e Santos mostraram, na noite deste domingo, que continuam vivos. Correm por fora – e ainda assim não podem ser considerados cartas fora do baralho. É bom ficar de olho neles, que tendem a fazer estragos na rodada do fim de semana.

Ambos jogaram em casa. O Santos, com 58 pontos, recebe o Palmeiras, em primeiro com 67. O Galo, que está com 59, recepciona o Flamengo, que tem 60 e pode perder a vice-liderança. Ganharem não é fora de cogitação. Se isso ocorrer, os cinco rodadas restantes do Brasileiro pegarão fogo.

O Galo fez a parte dele no Horto, com os 3 a 0 no Figueirense. O placar é peremptório, porém o time catarinense deu trabalho. O primeiro gol mineiro veio aos 15 da etapa inicial, com Otero. Os outros dois só depois dos 40 da segunda fase – com Júnior Urso aos 42 e Fred aos 44. Àquela altura, o Figueirense tinha um a menos, com a expulsão de Werley aos 26 minutos. Depois, Josa também levou vermelho, mas aos 45.

Marcelo Oliveira poupou alguns titulares, Robinho o principal deles, para o primeiro tira-teima pela semifinal da Copa do Brasil, diante do Internacional. O Galo sentiu dificuldade diante de um rival que está na zona de rebaixamento. Contou pra variar com Victor e com a eficiência, quando teve chance para definir o placar.

O Santos não teve vida fácil no 1 a 0 sobre a Chapecoense, na Arena Condá. Está certo que fez o gol logo aos 3 minutos, com Lucas Lima, em início muito bom. Depois, tirou o pé, recuou para ver que bicho ia dar. Estratégia arriscada, pois a equipe catarinense martelou, martelou, chutou 20 bolas e parou em Vanderlei e nos próprios erros.

A impressão que ficou era a de que a rapaziada de Dorival Júnior se resguardou para o duelo desábado à noite com o Palmeiras.  Pode ser, mas não deveria. Houve risco desnecessário.