Galo mantém crista alta

Antero Greco

30 Agosto 2015 | 20h42

O Corinthians não dá sinais de cansaço na liderança. E só não tem vida mais folgada porque o Atlético-MG continua a fazer-lhe sombra. De que jeito? Simples, com bom futebol. O Galo também não diminui o ritmo, supera desafios e fica à espreita para o bote, se a oportunidade aparecer.

O Atlético que propõe jogo, mesmo fora de casa, reapareceu na tarde deste domingo no Maracanã. E num jogo importante, já que encarava o Fluminense, outro pretendente ao trono nacional. Tropeço significaria, para Levir Culpi e rapaziada, ver o líder ampliar a vantagem. A pressão ficaria maior.

O Galo fez, então, o que devia: tratou de impor-se, de impedir que Flu ficasse à vontade. Comportou-se como mandante ou como convidado impertinente. Deu certo, pois Giovanni Augusto (um dos melhores em campo) abriu o marcador, em jogada que contou com participação de Luan e Lucas Pratto.

A vantagem fez o Atlético respirar, embora não tenha liquidado o Flu, que empatou no comecinho do segundo tempo com Wellington Paulista. A partir dali, a partida ficou mais equilibrada, e o vice-líder teve dificuldade até chegar ao gol decisivo, com Patric, aos 37 minutos. Suado ou não, importa que veio a vitória.

O Atlético teve como aspectos positivos a postura valente, o trabalho no meio-campo, a movimentação de jogadores de frente. Reafirmou, em suma, a vocação para protagonista e não a de simples coadjuvante no Brasileiro. A tarefa é complicada, mas como os resultados aparecem faz até diminuir o desgaste.

Já o Flu deve limitar-se à briga por um lugar entre os quatro primeiros. E ainda assim terá dificuldades. A ausência prolongada de Fred é sentida; ele faz falta não só pelos gols, mas pela liderança. Não se deve esperar muito de Ronaldinho Gaúcho. Pelo visto, continuará a ser participante de luxo da equipe, com um toque aqui, um drible ali, um lançamento acolá, cobranças de falta e escanteio ali na frente. E só.