Galo reserva empolga; e o Santos, sonolento

Antero Greco

14 de maio de 2016 | 22h22

O público não foi grande coisa no Independência, no início da noite deste sábado. O torcedor do Galo preferiu guardar-se para o duelo de vida ou morte com o São Paulo no meio da semana. Estará em disputa a permanência na Libertadores e, por consequência, o sonho do bicampeonato continental.

Mas os pouco mais de 5 mil que foram ao estádio saíram animados com o desempenho do mistão do Atlético-MG, na vitória por 1 a 0 sobre o Santos. Sobretudo com Cazares, personagem que em pouco tempo conseguiu chamar a atenção, pela qualidade do futebol e pelo temperamento controvertido.

Pois o rapaz voltou à equipe, para movimentar-se, e deixou o técnico Diego Aguirre com a pulga atrás da orelha para o clássico do meia de semana. Ele foi o destaque na estreia mineira no Brasileiro. Dele saíram as melhores jogadas e, claro, o gol único e decisivo, aos 14 minutos do primeiro tempo.

Claro que foi apenas aperitivo de ambas as partes e muita água vai rolar. Mas deu para ver um Atlético com vontade, mesmo sem grande inspiração. O suficiente, porém, para não fazer feio em casa. E a vitória era importante, não porque fosse mudar o rumo da história na Série A, mas por passar esperança para a torcida de que deve manter o mantra “Eu acredito” no tira-teima com o tricolor.

O Santos, ainda no embalo do título paulista, decepcionou. Certo que a ausência de Lucas Lima e Ricardo Oliveira pesou. Verdade que Gabigol foi irritadiço de novo (o moço precisa baixar um pouco a impaciência e a adrenalina). Mesmo assim, faltou atrevimento ao time de Dorival Júnior. Burocrático e travado além da conta.

 

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