Ganso desequilibra. Que continue assim

Antero Greco

27 de fevereiro de 2014 | 00h54

Já escrevi um monte de vezes, e jamais me cansarei de repetir: torço para os craques. Não importa a nacionalidade, muito menos o time em que atuem. Os grandes jogadores merecem, sempre, que a gente fique na expectativa de que fases ruins são passageiras e que eles vão arrasar.

Por que me refiro a isto agora? Por causa do Ganso. O rapaz anda em baixa no São Paulo, amargou banco no clássico com o Santos e no jogo com o XV, na noite desta quarta-feira, em Piracicaba. Mas, na hora em que entrou, desequilibrou e ajudou o time a consolidar a virada e a vencer por 3 a 1.

Ganso foi exuberante, fora de série, fez chover? Não. Mas jogou como se espera que o faça: com toques precisos, passes impecáveis, como no gol de Luis Fabiano (2 a 1) e na jogada em que o centroavante foi derrubado, no pênalti que Pabón cobrou e fez 3 a 1. E, mais do que a visão de jogo perfeita, ainda se movimentou, correu, voltou para marcar e até entrou em divididas!

Atuação que merece elogios e a torcida para que continue assim. Ok, não vou aqui pedir Ganso na seleção (por enquanto), nem falar que recuperou de vez a condição de titular. E concordo com Muricy, quando fez a ressalva de que o camisa 10 do time dele precisa manter a pegada mais forte.

Mas que sempre é legal ver em ação quem sabe tratar da bola, ah isso é. Força, Ganso!

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