Grêmio reclama do juiz. Com certa razão

Antero Greco

12 de junho de 2016 | 00h57

Não vou comentar, neste post, o empate por 1 a 1 entre Flu e Grêmio. O jogo foi interessante, o tricolor carioca criou mais, provou que tem vida inteligente sem Fred, e os dois times mereciam um público melhor do que os 3 mil e tantos pagantes em Volta Redonda. Uma pena que um clássico dessa dimensão tenha passado despercebido. E, pior, lamentável que os times do Rio não tenham estádio para jogar.

O pitaco, aqui, é a respeito das reclamações do Grêmio. Na avaliação de dirigentes e, em parte, de jogadores, o árbitro André Luís Castro “meteu a mão” e influiu no placar final. Não usaria termo duro, mas concordo que o moço se equivocou em dois lances importantes, e não em três, como sugerem os gaúchos.

O primeiro deles foi ao ignorar a bola no braço de Henrique, aos 25 do primeiro tempo. O zagueiro até faz o movimento para esquivar-se, mas a bola pega nele. E cansamos de ver pênaltis marcados dessa forma, até em episódios menos evidentes. Ok, fica a critério da interpretação do árbitro. Então, eles que tenham critérios uniformizados.

A segunda veio ainda no primeiro tempo, com o vermelho direto para Ramiro. Ele deve ter falado alguma abobrinha forte para André Freitas, ao reclamar de falta de Wellington Silva em Edilson. Para mim, protestou certo. O jogador do Flu vem na corrida, por trás, tenta tirar a bola, toca nela, mas derruba o jogador do Grêmio. Não teve intenção, mas fez a falta.

A terceira reclamação não procede: Marcos Júnior teria ajeitado a bola no braço, no lance do gol do Flu. Foi normal. E a propósito de Marcos Júnior: tomou um pisão na base do “sem querer querendo”, em jogada na entrada da área, e ficou com as marcas da chuteira de Edilson. O juiz considerou normal.

São poucas rodadas, mas as suas senhorias do apito já ganham destaque. O que é péssimo. Pois arbitragem boa é aquela que ninguém nota.

 

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