Gol redentor no sábado de Aleluia do Palmeiras

Antero Greco

30 de março de 2013 | 22h45

À medida que o tempo voava, no jogo do Palmeiras com o Linense, imaginei que haveria um monte de “judas” pra malhar no fim da noite de sábado de Aleluia. Dava para perceber que o público que esteve no Pacaembu mirava o time inteiro, fora o aniversariante técnico Gilson Kleina, para receber insultos, mais do que o traidor de Jesus. Afinal, a partida se aproximava do fim e o placar indicava só 1 a 1.

Até que apareceu o redentor gol de Marcelo Oliveira, já nos descontos. Uma cabeçada que garantiu a vitória por 2 a 1, limpou um pouco a barra depois da surra para o Mirassol e fará com que a turma verde tenha uma Páscoa menos cabisbaixa. E levanta um tanto o ânimo para o jogo com o Tigre, na terça, pela Libertadores da América.

Mas que sufoco! O Palmeiras com força máxima é limitado, disso todos sabem, até os mais fanáticos palestrinos. Com desfalques em penca, como ocorreu mais uma vez, aí é sofrimento digno de Semana Santa. Foi o que aconteceu, tanto para os valentes que estiveram no estádio (muitos com nariz de palhaço) como para quem viu pela tevê.

O Palmeiras foi esforçado, dedicado, atento e firme nas divididas. O que sempre se espera de uma equipe. Mas lhe falta, ainda, o essencial: técnica. Os jovens lutam, suam a camisa, mas muitos têm problemas no trato com a bola. Por isso, a dificuldade para passar por um adversário que quase apenas faz figuração no campeonato Paulista.

Kleina tentou uma novidade, com Ayrton mais adiantado, quase na função de armador. E não surtiu muito efeito, mesmo que na parte final do primeiro tempo o Palmeiras tenha ficado mais com a bola. Corrigiu na etapa final, com a entrada de Patrick Vieira. E foi ele quem iniciou a jogada do gol de Leandro, aos 11 minutos. Só que aos 15 veio o empate, com Gilsinho.

Dali em diante bateu a ansiedade, ouviram-se vaias novamente (como na saída para o intervalo) e se imaginava mais uma noite de tensão. Sobrava empenho, mas sumia a racionalidade. Para alívio geral, numa falta cobrada por Souza o gol salvador.

O Palmeiras ainda provocará emoções, calafrios. Mas que sabe não comece a ressurreição a partir deste resultado?

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