Goleada para animar o São Paulo

Antero Greco

26 de fevereiro de 2015 | 00h30

Espera aí, antes que você conteste eu me antecipo: não tem essa de que o Danubio é fraco,  não se classificaria no Paulistão, não é parâmetro para nada. O time uruguaio é destaque no país dele, não entrou na Libertadores por acaso e podia emperrar a vida do São Paulo. Não só não opôs resistência, como saiu do Morumbi, na noite  desta quarta-feira , com uma piaba de 4 a 0.

O resultado recuperou o tricolor e mostrou que a derrota para o Corinthians na estreia, na semana passada, não significou o fim da aventura na competição. E, de quebra, dá uma boa acalmada no ambiente, agitado depois do tropeço inicial. A poeira começara a baixar com outro 4 a 0 – aquele do fim de semana diante do Audax pelo Campeonato Paulista.

Não entro em oba-boa fácil, da mesma forma como não compro ideias alarmistas logo de cara. É preciso ter bom senso, tanto para a crítica como para o elogio. E o São Paulo desta vez mereceu o ótimo resultado, no mínimo por não ter permitido que um rival frágil se permitisse a ser folgado. Ou seja, não deixou o adversário se soltar, atrever-se até em contra-ataques.

Para tanto, foi determinante o belíssimo gol de Pato logo aos 4 minutos. Não deu nem tempo para o time de Muricy Ramalho sentir a pressão por causa do jogo anterior. Daí em diante, houve espaço e tempo suficientes para ajustar-se, para que Pato e Luis Fabiano afinassem entrosamento, para que surgissem jogadas pelas laterais (como no lance do primeiro gol).

Os outros gols surgiram naturalmente, com Pato de novo aos 40 do primeiro tempo, Reinaldo aos 24 e Jonathan Cafu (que havia entrado no lugar de Michel Bastos) aos 43 do segundo tempo.  Pato ficou em campo o jogo todo e foi destaque, pelos gols e pela movimentação. O artilheiro da equipe na temporada  aos poucos cava lugar no time titular. Basta manter a toada atual.

Ok, vitória para respirar e para recompor o São Paulo. Faltam ajustes – e Muricy sabe disso. Tanto na proteção à defesa como na saída dos laterais. E também na movimentação no meio-campo.  Perfeição está longe – e pelo visto também as nuvens carregadas em torno do grupo. Temporal mesmo, pra valer, só o que desabou sobre o estádio (sobre a cidade) durante o dia e no início da noite. Esse foi bem-vindo.

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