Grêmio avança. Palmeiras se concentra no Brasileirão

Antero Greco

20 Outubro 2016 | 00h09

O novo Allianz Parque, ou o velho Palestra Itália (mas jamais “Arena Palmeiras”, como dizem alguns), foi palco nesta quarta-feira de duelo de duas camisas que envergam varal. Melhor para o Grêmio, que empatou com o Palmeiras por 1 a 1 e se classificou para a semifinal da Copa do Brasil. (Os gaúchos haviam vencido por 2 a 1 na ida). Vai enfrentar o Cruzeiro, que bateu o Corinthians por 4 a 2.

O Palmeiras ficou no dilema entre colocar força máxima e buscar a reação na Copa do Brasil ou preservar energia para manter a caminhada rumo ao título brasileiro. O técnico Cuca optou pela segunda opção. Por isso, deu descanso para vários titulares e arriscou a sorte com mistão. Estiveram em campo diversos reservas que têm sido utilizados com frequência.

Mesmo com a tal “formação alternativa”, um dos termos horrorosos da moda, o Palmeiras forçou o ritmo na primeira etapa, criou três chances, uma delas com bola no travessão, e mostrou que estava vivo na competição.

O Grêmio soube defender-se e apostou no desgaste físico e emocional do rival para avançar e seguir na caça ao troféu que já conquistou quatro vezes. E também teve uma oportunidade ótima, desperdiçada por Pedro Rocha.

A vida verde ficou mais leve no segundo tempo,  com o gol de Thiago Martins aos 5 minutos, depois de o Grêmio ter ficado perto de abrir o placar. A euforia no estádio murchou aos 19, com a expulsão tola de Allione. O argentino deu carrinho absurdo, quase no meio do campo, e levou vermelho direto. Merecido.

A ausência de um jogador, em jogo equilibrado, pesou contra o Palmeiras. E a favor do Grêmio contou a experiência do grupo. Além disso, decidiu ir à frente, forçou, empatou com um belo gol de Everton. Daí em diante, soube controlar o jogo e não se incomodou com a pressão palmeirense, mais na base da raça do que da coordenação.

O Grêmio brilha mais uma vez na Copa  do Brasil. O Palmeiras se concentra totalmente no Brasileiro. Ambos têm perspectivas de sucesso – e não podem deixar que escapem.