Grêmio faz terra arrasada do Inter

Antero Greco

09 de agosto de 2015 | 20h59

O Grêmio vive momento tranquilo, ao contrário do Internacional. Enquanto o tricolor trata de acelerar o passo para alcançar o bloco principal, o colorado viveu semana tumultuada com a surpreendente demissão de Diego Aguirre. Pois bem, isso fazia prever um GreNal interessante na noite deste domingo, no encerramento da antepenúltima rodada do Brasileiro. Mas nem de longe se poderia desprezar desfecho tão drástico.

Os 5 a 0 do Grêmio, fora o pênalti perdido por Douglas, doeram como as antigas surras de vara de marmelo. Serviram como resposta, com juros e correção, para a perda do título estadual. E afundaram o adversário ainda mais na crise – técnica, administrativa e de identidade – que vem desde a saída da Libertadores.

Não há o que contestar com esse resultado. Aliás, quem perde de 5 a 0 não tem nem o que discutir, o que explicar, o que lamentar. Deve apenas ficar quieto, recolher-se, refletir a respeito do que ocorreu. Foi anormal, ilógico, impiedoso. Desta vez cabe o termo “histórico”.

O Inter mal viu a cor da bola, sobretudo no segundo tempo. No primeiro, tomou susto com o pênalti mal cobrado por Douglas com 11 minutos, depois se preocupou com os gols de Giuliano e Luan. Como consolo, restou o chute de Wellington Martins que Grohe defendeu quando ainda estava só 1 a 0.

Na segunda parte, o que se viu na Arena foi um passeio gremista, com os gols a surgir naturalmente. Luan, Fernandinho e Réver (contra) fecharam a conta. Mal dá para avaliar esquemas e atuações: foi um rolo compressor de um lado, contra um grupo apavorado e rezando para a tortura acabar logo.

Sei lá se com Diego Aguirre o vexame seria tão intenso. Mas a tentativa de criar fato novo para motivar o time antes do clássico foi das decisões mais atrapalhadas da atual diretoria do Inter. Com a agravante de que o rival sobe, e muito, enquanto o Inter empacava e já dá adeus a qualquer pretensão de título.

 

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