Grêmio, péssimo, mas não eliminado

Antero Greco

28 de abril de 2016 | 00h19

O resultado foi péssimo para o Grêmio – derrota por 1 a 0 para o Rosario Central, em casa, na abertura das oitavas de final da Libertadores. Mas não significa que a eliminação seja fato irreversível. Se jogar um pouco de futebol, o que não fez nesta quarta-feira, pode ter sucesso na volta, na semana que vem, na Argentina.

Talvez tenha sido a pior apresentação tricolor no ano. Em mais de 90 minutos, se criou duas chances de gol foi muito – e estou até sendo generoso. A equipe de Roger Machado esteve irreconhecível, enroscou-se numa marcação bem feita pelos argentinos e se mostrou presa fácil. Em raros momentos se comportou como mandante. Na maior parte do tempo, parecia o visitante. Coisa de doido.

O Rosario não escondeu a estratégia, simples, prática e direta: segurar o Grêmio a todo custo. E soube fazê-lo, com qualidade e, em alguns lances, com divididas mais fortes. O que não significa que tenha sido catimbeiro, como costumamos classificar os gringos. Porque do lado de cá também houve entradas pesadas.

Bem fez o árbitro Victor Carrillo, que distribuiu amarelos para lá e para cá, em igual quantidade: cinco. Portanto, ninguém pode reclamar que o outro bateu mais e contou com complacência do apito.

O Grêmio teve um vacilo, e fatal: aquele no lance do gol de Marco Ruben, ainda na etapa inicial. Bola por cima, zaga indecisa e … Grohe indo buscar na rede. A vantagem que levou tensão à arena não saiu mais do lado brasileiro. Por incapacidade de superá-la, por falta de recursos e variações no jogo, por inércia.

O Grêmio não está fora, pra deixar bem claro. Mas precisa jogar bola. Um pouco que seja já será muito mais do que esse capítulo decepcionante. Sofrimento não faltará. Tomara venha a reação como prêmio.

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