Grêmio terá de ser imortal no Chile

Antero Greco

26 de abril de 2011 | 22h09

O Grêmio orgulha-se de ser conhecido como Imortal. Pois bem, terá de fazer jus ao apelido na semana que vem, no duelo de volta com a Universidad Catolica marcado para o Chile. Na noite desta terça-feira, um dos cinco representantes do Brasil nas oitavas de final da Taça Libertadores foi bem mortal, muito vulnerável, a ponto de sair de casa com derrota por 2 a1, fora outras chances perdidas pelo rival.

A torcida tricolor atendeu ao apelo de Renato Gaúcho e lotou o Olímpico, no começo da noite. A esperança era a de ver um time com futebol tão atrevido quanto as promessas de seu treinador. Viu só por uns dez minutos, tempo suficiente para perceber que os chilenos não estavam para brincadeira, em nenhum sentido: marcavam bem, e forte. Se não conseguiam roubar a bola na categoria, apelavam para empurrões e divididas duras. Ou, em caso mais extremo, chute na cara, como recebeu Rochemback.

O Grêmio entrou nessa ‘pilha’ velha, manjada e que só pega tolos. Caiu na ratoeira, enervou-se, não se acertou em nenhum setor, levou um gol de contra-ataque (marcado por Pratto) e ainda teve Borges expulso aos 34 minutos do primeiro tempo. Ele deu cotovelada sem que o juiz visse. Só não contava com a deduragem do bandeirinha. Além de não ter feito nada, exceto uma bobagem do tamanho do Rio Grande, o atacante ainda prejudicou o time, que teve de desdobrar-se para evitar vexame maior.

Parecia, até, que o Grêmio conseguiria evitar a complicação, quando Douglas empatou, no início do segundo tempo, com lindo chute de fora da área. Mas ficou só na ilusão. Com um a menos, com enormes espaços no meio-campo, continuou a expor-se para a U. Catolica. A equipe chilena não teve perdão: em nova jogada de contragolpe, chegou à vitória, com cruzamento da direita bem aparado de cabeça por Pratto.

Renato Gaúcho apelou para substituições – a principal delas foi a entrada de Carlos Alberto. Não adiantou coisa alguma, pois àquela altura o time era um amontoado de jogadores a correr por todo lado sem coordenação. A torcida vaiou o time, ao final, pois se sentiu enganada, porque ela compareceu ao Olímpico. Já o futebol do Grêmio, não.

A tarefa, na próxima quarta-feira, é a seguinte: o Grêmio precisa ganhar por dois gols de diferença, se quiser seguir adiante. Ou por um gol só, desde que o placar seja no mínimo 3 a 2. Qualquer coisa menos do que isso significa o fim do sonho do tri na América. É hora, portanto, de o Imortal dar as caras.

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