Há um Elias no fim do túnel corintiano

Antero Greco

30 Janeiro 2016 | 22h35

Por enquanto, há um Elias no final do túnel. E um Tite sentado no banco de reservas.

Se Elias não se for, como os outros campeões brasileiros, ainda há esperança de que o Corinthians se recomponha, ganhe força, moral e se mova com a classe dos últimos tempos sob o comando de um técnico que deveria também sair… só que para a seleção brasileira.

Neste domingo, contra o XV de Piracicaba, todos estarão atentos. Mesmo com a provável saída do jovem Malcom para o Bordeaux, às vésperas da estréia no Paulista, Tite não perde a linha, o comportamento, digamos, a educação esportiva.

De toda a turma que saiu até agora, Tite só não poderia ter deixado escapar o zagueiro Gil. E agora precisa rezar para que Elias não se vá. O meio-campista é a luz que brilha no final do túnel em que está a turma alvinegra.

Eliás é quem, ao lado de Danilo e Cássio, pode dar segurança aos que chegam para recompor a equipe. Afinal, a Libertadores vem aí e não vai ser fácil explicar para a torcida o que fez a diretoria aceitar um desmanche desta proporção, com o estádio lotado e com patrocínios milionários.

Algum erro aconteceu na condução da nação alvinegra. E ele não foi de Tite, nem de seus jogadores. Que a direção apresente as desculpas, contrate as peças necessárias e interrompa de vez a sangria de craques.

Afinal, um campeão brasileiro não pode se tornar mero figurante dos torneios apenas alguns meses após a grande conquista.

(Com Roberto Salim.)