Hoje é dia de o palmeirense abraçar o time

Antero Greco

25 de novembro de 2012 | 01h09

O Palmeiras tem hoje o penúltimo ato na elite nacional, antes de mergulhar novamente no purgatório da bola. A despedida para o público doméstico está marcada para o Pacaembu, no jogo de tom melancólico contra o Atlético-GO, seu colega de infortúnio na Série A deste ano e rival na disputa da Segundona em 2013.  Sem trocadilho, é um baixo-astral.

Mas aí é que entra o desafio: o torcedor palestrino deve mostrar neste domingo o quanto é ligado ao time, o tanto que o respeita e a confiança que tem em renascimento o mais rapidamente possível. A melhor maneira de mostrar carinho, portanto, é indo ao estádio. O Pacaembu lotado é a forma mais inteligente e delicada de provar amor e de protestar.

Amor pelas cores verde e branca (e, se possível, sem o horroroso amarelo marca-texto). Amor por uma história de quase cem anos, de muitas conquistas e também de alguns tropeços.  Amor por um símbolo, por um clube que mereceu em diversas ocasiões a distinção de “Academia”, pela qualidade do futebol que ostentava.  Essa ideia deve ser reverenciada por quem de fato se sente ligado ao Palmeiras.

E o protesto, elegante e civilizado, será sentido por aqueles que deixaram a equipe à deriva, que não souberam conduzi-la como merecia. E, de preferência, que agora deixem o caminho livre para novas propostas, para uma retomada ousadia e profissional. E sobretudo que seja administrado por quem o respeita. Um Palmeiras novo é que deve surgir dessa queda. E é esse Palmeiras diferente que o torcedor tem de exigir – já a partir do jogo com o Atlético-GO.

O palmeirense tem oportunidade neste domingo de provar que não vão destruir a paixão dele. E que ela permanece inalterada, independentemente da Divisão que o time disputar. Por isso, dará o abraço solidário no Pacaembu

 

 

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