Hora de apelar para o “Eu acredito”

Antero Greco

16 de abril de 2015 | 01h04

O torcedor do Atlético-MG encontrou uma espécie de mantra na frase “Eu acredito!”. Usou as duas palavras à exaustão nas campanhas vitoriosas, e suadas, da Libertadores de 2013 e da Copa do Brasil do ano passado. Deu certo e entra em ação toda vez que as coisas complicam em campo.

Pois então que trate de preparar os pulmões para soltar a voz na semana que vem no jogo com o Colo-Colo, no Independência. O “Eu acredito!” será tão importante quanto o desempenho do time na última rodada da primeira fase da competição continental. Não há alternativa, a não ser ganhar dos chilenos ao menos por diferença de dois gols. Com isso, ambos ficarão com 9 pontos, mas o Galo terá saldo positivo de 1, enquanto o Colo-Colo ficará com menos 1.

O desafio aumenta de intensidade por causa do próprio Atlético-MG, que tem sido muito inconstante na Libertadores. A equipe não consegue manter regularidade, sofreu três derrotas em cinco jogos e tem negado fogo no ataque. Até agora, marcou apenas 3 e sofreu 4. Ou seja, contra o Colo-Colo terá praticamente de dobrar a produção ofensiva no jogo que lhe resta nesta  fase.

O desempenho diante do Atlas, na derrota por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, foi novamente decepcionante. Sobretudo no primeiro tempo, em que não acertou nada, levou sufoco e só não se enterrou de vez porque Victor segurou tudo, fez uma série de milagres. Não evitou o gol, de González, aos 39 da etapa inicial, mas no mais pegou até sombra. Foi o São Victor dos momentos históricos.

Levir Culpi ainda apelou para mudanças, com a entrada de Cárdenas e Guilherme, no lugar de Leandro Donizete e Lucas Pratto, e o Atlético melhorou. Carlos teve duas oportunidades para empatar e ficou nisso. O Galo está nas cordas, mas não morreu.

Ok, eu também acredito. Mas, Galo, faça sua parte, por favor!

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