Hora de união

Antero Greco

21 de setembro de 2010 | 17h43

O Palmeiras fica sem seu presidente por tempo indeterminado, e em período de turbulência. Luiz Gonzaga Belluzzo sai de cena por causa do problema cardíaco que teve na noite de ontem – e até segunda ordem fica de molho e proibido de frequentar estádios. Não há ainda previsão de volta ¬– o que é de menos. Importa, agora, a recuperação dele. Ver o Palestra? Só pela tevê.

Salvador Hugo Palaia assume o cargo interinamente, de acordo com o estatuto, e terá a missão complicada de acalmar o ambiente no Parque Antártica. A temperatura por lá normalmente é alta; vai esquentar de vez, com a pausa forçada de Belluzzo e com a fase instável da equipe. De quebra, há a proximidade das eleições, marcadas para o início do ano.

O jogo político faz parte da vida dos clubes – e no Palmeiras não é diferente. Porém, é preciso ter tato neste momento. O afastamento de Belluzzo pode ser o mote para trégua, para entendimento. Tempo para armistício, se a conciliação for impossível de ser alcançada. O Palmeiras só tem a perder, se prevalecerem oportunismo ou postura radical e egoísta.

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