Insone? Palmeiras Calmo? Palmeiras

Antero Greco

28 de maio de 2015 | 00h53

O Palmeiras atual pode não jogar grande coisa. Os resultados têm mostrado. Mas há um lado curioso. Justamente pela instabilidade provoca efeitos extremos: consegue adormecer quem sofre de insônia e ataca os nervos de quem anda muito calmo e indiferente. Sensações presentes no empate por 0 a 0 com o ASA, na noite desta quarta-feira, no novo Parque.

Mais uma vez, o time que Oswaldo Oliveira mandou a campo tinha formação diferente daquele do final de semana. Por suspensões, contusões, opções do treinador  surgiu uma escalação daquela da derrota para o Goiás. Até aí tudo bem. Entende-se que há baixas constantes. Porém, não serve como explicação recorrente para a falta de exibição convincente. O clube contratou duas dezenas, o elenco tem 40 atletas e o futebol continua escondido.

O Palmeiras conseguiu a proeza de passar mais de uma hora com muita posse de bola, como tem sido frequente, sem criar grandes oportunidades (no primeiro tempo, uma com Cristaldo). Ou seja, toca, roda, vira, gira e não cria. Valdivia e Alan Patrick apareceram pouco; o jovem Kelvin apresentou-se mais para o jogo e foi um dos poucos que se salvaram. Arouca deu conta do recado na marcação.

Oswaldo tentou colocar a equipe mais à frente, com a entrada de Cleiton Xavier (no lugar de Arouca) e Zé Roberto (Alan Patrick). Leandro substituiu Cristaldo, que se contundiu. As mexidas tiveram algum efeito nos minutos finais, quando o Palmeiras arriscou mais chutes a gol, obrigou o goleiro Pedro Henrique a boas defesas e passou a ligeira sensação de que havia despertado de vez.

Ao mesmo tempo, o ASA também se sentiu à vontade para tentar a sorte e por pouco não aprontou de vez, com dois chutes fortes que testaram os bons reflexos do Fernando Prass. No final, técnico e jogadores palmeirenses ouviram protestos da torcida, que começa a ficar com a pulga atrás da orelha. De novo.