Inter no Uruguai: valeu pelo segundo tempo

Antero Greco

28 de abril de 2011 | 21h41

O Internacional jogou meio tempo, na noite desta quinta-feira, no duelo com o Peñarol, em Montevidéu. O suficiente para garantir empate de 1 a 1, pelas oitavas de final da Taça Libertadores, e deixar a definição da vaga para a próxima quarta-feira, em casa. Resultado bom, que mostrou uma equipe competitiva, quando resolve jogar.

A primeira parte da partida foi decepcionante para o atual campeão sul-americano. O Inter não levou baile do Peñarol, mas esteve longe de incomodar. Apático, bem marcado, não passou de time comum. O goleiro Sosa passou até frio, porque quase não teve trabalho, a não ser uma ou outra reposição de bola.

D’Alessandro bem marcado, Andrezinho sobrecarregado e Rafael Sobis isolado foram decisivos para a falta de brilho do Inter. O Peñarol, mesmo com eficiência para anular, criou pouco. Ainda assim, deu alguns sustos em Renan, obrigou o goleiro colorado a duas boas defesas e a amargar o gol de Corujo, aos 38, ao completar cruzamento da esquerda.

Falcão mexeu no Inter no segundo tempo – e se deu bem. A equipe ficou mais esperta com a entrada de Tinga no lugar de Andrezinho e de Oscar no lugar de Rafael Sobis. Soltou-se, passou a tocar melhor a bola, equilibrou o jogo e chegou ao empate aos 19 minutos, com Leandro Damião. Cresceu, ganhou confiança e fez murchar o entusiasmo dos uruguaios.

No fim das contas, o Inter percebeu que, com mais empenho e uma dose adicional de atrevimento, segue adiante em busca do tri da Libertadores. E Falcão demonstra conhecer melhor o elenco, que não é extraordinário, mas tem qualidade.

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