Inter reabre briga pelo título

Inter reabre briga pelo título

Antero Greco

26 de setembro de 2010 | 19h51


Durante muito tempo, Celso Roth foi chamado de pé-frio, para ficar em adjetivo menos pejorativo. Depois de levar o Inter ao bi na Libertadores, sua sorte mudou. A maré anda tão boa que até substituições em cima da hora dão certo, garantem vitória heroica e recolocam seu time, com 41 pontos, na briga pelo título nacional, pois falta o jogo com o Santos. Os 3 a 2 sobre o Corinthians, na tarde deste domingo, sinalizam ainda perspectivas animadoras para a disputa do Mundial em dezembro.

O Inter foi persistente, atento, combativo no primeiro tempo do duelo decisivo no Beira-Rio lotado. O meio-campo com Glaydson, Guiñazu, Tinga, D’Alessandro e Giuliano envolveu o líder e a defesa anulou Iarley e Jorge Henrique. Só o ataque não apareceu muito, com Leandro Damião pouco acionado.

O Corinthians sentiu a pressão gaúcha e jogadores que desequilibram não tiveram liberdade para movimentar-se. O Inter encontrava em descidas de Tinga o caminho para assustar Júlio César. O meia ficou três vezes em impedimento, mas na quarta oportunidade recebeu livre e deixou seu time em vantagem. Saiu na sequência, ao sentir contusão.

No segundo tempo, o Corinthians reagiu, mudou a postura, foi à frente. Chegou ao empate, em belo gol de Jorge Henrique, e ensaiou a virada. Aí entrou em cena a boa estrela de Roth. Aos 30, chamou Alecsandro e Andrezinho, para colocá-los no lugar de Giuliano e Leandro. Na primeira bola, Alecsandro faz 2 a 1 e Andrezinho, no último lance do jogo, marcou o gol da vitória por 3 a 2.

O Corinthians, com 47 pontos, tem em seus pés a opção para retomar a liderança, agora com o Flu (48), já que lhe falta disputar jogo atrasado com o Vasco (em 13 de outubro). Só precisa superar deficiências recorrentes. Neste domingo, por exemplo, de novo mostrou poder de reação, pois chegou ao empate duas vezes. Porém, tem dificuldade para sair de marcação forte. Em situações como essa, depende do talento de Bruno César, Elias, Jorge Henrique, Iarley – que nem sempre estão em dia inspirado. Aí, é sofrimento na certa.

O desfecho do clássico foi festejado também no Rio e em Minas. O Fluminense, com os 2 a 1 no Vitória, retomou o rumo da taça. O Cruzeiro, com 44, viu diminuída a frustração pelos 4 a 1 diante do Santos e não está fora do páreo. Botafogo (40) e Santos (38 e com um jogo a menos) sonham.

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