JJ, cartola difereeen-txe

Antero Greco

09 de dezembro de 2015 | 13h40

Juvenal Juvencio foi personagem  marcante na história do São Paulo. Somados os cargos que ocupou – o de presidência, sobretudo –, a participação na administração do clube ultrapassou décadas. Teve atitudes interessantes, outras nem tanto (a última alteração de estatutos, por exemplo, foi decepcionante). Ganhou títulos, sofreu derrotas. Contratou bem, fez negócios ruins.

Enfim, a rotina de qualquer dirigente. Não foi extraordinário, mas foi “difereeeen-txe”, como gostava de frisar, em especial quando se referia ao clube. Era inteligente, bom articulador, irônico como poucos, provocava polêmicas.

Destoava, em certo sentido, da figura do cartola tradicional.

JJ saiu de cena de maneira forçada da vida política tricolor, por causa da saúde frágil. Mas acima de tudo por se sentir decepcionado ao romper com Carlos Miguel Aidar, a quem ajudara a eleger-se como sucessor. Aidar renunciou recentemente, se isso serviu de consolo…

Juvenal encerrou nesta quarta-feira a passagem pela terra, que havia iniciado em 1935.

Descanse em paz.

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