Jogo com Atlético-PR anima e preocupa o São Paulo

Antero Greco

13 de agosto de 2011 | 11h36

O Campeonato Brasileiro fica animado. Até algumas rodadas atrás, o Corinthians dava a impressão de que abriria vantagem desestimulante para os rivais. Depois, tropeçou, perdeu e empatou jogos; enfim, permitiu a aproximação dos concorrentes. Agora a briga pela liderança anda equilibrada e o torneio pode virar o sábado para o domingo com o São Paulo na ponta.

Incrível? Nem tanto. Basta o time de Adilson Batista ganhar do Atlético-PR, logo mais à noite, no Morumbi. O tricolor tem 31 pontos, dois atrás de Corinthians e Flamengo. Com outros três, acorda no Dia dos Pais como líder da competição – condição que ocupou quando acumulou cinco vitórias consecutivas e antes da sequência que levou à demissão de Carpegiani.

Acredito nessa hipótese favorável ao São Paulo, embora seja notável a recuperação do Atlético nas últimas rodadas. Adilson não dispõe de força máxima, mas conta com os principais jogadores, ao contrário do que aconteceu na derrota de meio de semana para o Ceará pela Sul-Americana. O mais importante é que contará com Lucas e Dagoberto na frente.

Acho engraçado ao ler, em alguns lugares, a lista de desfalques são-paulinos. Nela aparece o nome de Luís Fabiano como ‘baixa’. Isso é forçar a barra, é distorcer a realidade. O Fabigol seria ‘ baixa’, se já tivesse estreado, se já houvesse dado sua contribuição para o time. E isso ainda não aconteceu, pois se recupera de operação desde que chegou ao Morumbi. O mesmo raciocínio se aplica a Adriano, no Corinthians. Bom senso vai bem.

O Atlético-PR  é quem deve sofrer mais com ausência de jogadores experientes. Os casos mais expressivos são os de Paulo Baier, Cléber Santana e Kleberson. Imagino Renato Gaúcho a colocar seu time bem fechado. Empate, em circunstâncias normais, não é resultado excelente. Mas, no caso do Furacão, somar ponto fora de casa ajuda em sua tentativa de fugir do rebaixamento. Pelo que tem mostrado recentemente pode sonhar com reviravolta.  

Mas o São Paulo é favorito hoje – favoritismo que funciona como estímulo e como pressão. A perspectiva de retomar o primeiro lugar anima. A possibilidade de uma escorregada, como já aconteceu diante do Atlético-GO em casa, deixa Adilson e sua turma com a pulga atrás da orelha.

 

 

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