Jogo do Brasil com Camarões não foi para inglês ver

Antero Greco

25 de julho de 2012 | 17h15

A fama dos ingleses de lotarem estádios de futebol corre o mundo. Normalmente, não há espaços vazios nos jogos domésticos, seja lá qual for a divisão. O mesmo não se pode dizer do futebol olímpico ­– pelo menos o feminino. A primeira rodada das disputas da categoria mostrou grandes, nesta quarta-feira, clarões imensos nas arquibancadas, até na estreia do time da casa.

O público nem de longe lotou o Millenium Stadium, em Cardiff, para ver a vitória da Grã-Bretanha sobre a Nova Zelândia por 1 a 0. E grande parte se mandou quando rolou a bola para Brasil x Camarões. Quem ficou viu uma exibição tranquila de Marta, Formiga & Cia. As africanas não foram páreo para as medalhistas de prata dos dois últimos Jogos, que venceram por 5 a 0 e consolidaram o favoritismo na chave, que também também britânicas e neozelandesas.

A tarefa foi liquidada em dez minutos, tempo suficiente para os dois primeiros gols – Francielle, de falta, e Renata Costa. O Brasil percebeu a fragilidade das adversárias e nem se preocupou em acelerar o ritmo. Chegou na área quando e como queria. O esquema armado pelo técnico Jorge Barcellos (3-5-2) sequer foi testado.

A farra continuou na fase final, com os gols de Marta (pênalti), Cristiane e Marta mais uma vez. Marta, a estrela da companhia, o destaque da competição, teve desempenho aquém do habitual. No primeiro tempo, principalmente, andou sumida. Quando despertou, desequilibrou, com os gols, os passes, os dribles e a assistência.

O Brasil abriu bem o caminho para a disputa por mais uma medalha no futebol feminino.  Já o público não curtiu o aperitivo oferecido antes da abertura oficial da Olimpíada.

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