Judas não teve vez com o Palmeiras no Pacaembu

Antero Greco

21 de abril de 2011 | 18h29

Chega a Semana Santa e sempre se lembra de Judas, a síntese da traição. Pois o espírito do personagem bíblico tão execrado não baixou no Pacaembu, nesta quinta-feira. Pelo menos não para o Palmeiras, que bateu o Santo André por 1 a 0 e segue adiante na Copa do Brasil, provavelmente à espera do Coritiba. O resultado foi a medida, em parte, do que fizeram os dois times, depois dos 2 a 1 para os palmeirenses na semana passada.

 O estádio municipal esteve lotado numa bela tarde de feriado com sol. O público talvez esperasse uma exibição majestosa do Palmeiras, e ela não veio. O time de Felipão foi equilibrado e sóbrio, como tem sido ultimamente, e nada espetacular. Não teve desempenho de gala, mas também não levou sufoco nem correu risco de ser surpreendido pelo ‘judas’ do ABC. Manteve a classificação sob controle, o que já é muito para quem tem traumas de sobra no torneio.

 O primeiro tempo foi pobre de emoções e lances perigosos. No segundo, melhorou um pouco, a partir do momento em que o Palmeiras tratou de acelerar o ritmo. A vaga para as quartas de final foi consolidada com o gol de Danilo, de cabeça, aos 32 minutos, após cobrança de escanteio. A diferença poderia ter sido melhor, não fossem duas bolas na trave que vieram em seguida: uma em cobrança de pênalti de Kléber (precisa colocar o pé na forma, pois é o terceiro que perde) e outra em chute de Valdivia perto da área.

 O Palmeiras não divertiu a torcida e também não a assustou. Ainda apresentou Wellington Paulista, que entrou na metade do segundo tempo no lugar de Tinga. Sem folga, os jogadores agora se preparam para o duelo com o Mirassol, no domingo, pelo Campeonato Paulista. Pouco a pouco, o Palestra se aproxima de momentos decisivos nas duas competições.

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