Kléber é da Fiel. E daí?

Antero Greco

23 de agosto de 2011 | 16h15

Está engraçada a história de que Kléber é associado da maior torcida organizada do Corinthians. O fato de que na adolescência o hoje Gladiador palmeirense frequentou arquibancadas como Fiel alvinegro deve ser visto com naturalidade. Encará-lo como prova de caráter dúbio do atleta é atitude insensata, injusta, amoral.

Como qualquer um, Kléber tem o direito de simpatizar sejá lá com o time que for. A paixão pessoal só não pode interferir no desempenho como profissional. E, salvo prova em contrária, ele jamais amoleceu ou amarelou ao enfrentar o Corinthians. Pode ter muitos defeitos, mas não é canela-de-vidro, nem medroso.

Algum corintiano, que conheça a história de seu clube, teria a petulância de não considerar Sócrates e Rivellino como dois dos maiores ídolos que já  vestiram o manto alvinegro? Duvido. No entanto, o Doutor torcia para o Santos e o Reizinho do Parque veio de família de palmeirenses. Aposto que é mínima a quantidade de jogadores que atuam no time de coração.

Por isso, vejo esse episódio como folclore da bola, uma tentativa de dar sabor especial à semana do dérbi, o confronto mais charmoso do futebol paulista. Não merece mais do que algumas provocações em mesa de boteco e um par de risadas. O resto é bobagem e hipocrisia das grossas.

 

Tudo o que sabemos sobre:

CorinthiansKléberPalmeiras

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.