Lançado o desafio: quem conseguirá bater o Corinthians?

Lançado o desafio: quem conseguirá bater o Corinthians?

Antero Greco

21 de julho de 2011 | 00h07

O Corinthians é o time a ser batido no Campeonato Brasileiro. Desculpem-me, não se trata de lugar-comum, mas de constatação. O líder jogou dez vezes até agora, venceu nove e empatou uma. A vitória mais recente ocorreu na noite desta quarta-feira, nos 2 a 0 sobre o Botafogo. Portanto, índice de aproveitamento que beira os 100 por cento. Quem conseguirá a proeza de derrubar esse time? Por enquanto, não vejo ninguém.

Extraordinário é o mínimo que se pode dizer da campanha da rapaziada sob o comando de Tite. Um time compacto, solidário, operário e eficiente. Não há estrelismos, não há protagonista individual. O conjunto prevalece, a sincronia sobressai. A regularidade, do começo ao fim, dá o tom às apresentações alvinegras.

Essas qualidades prevaleceram no clássico disputado em São Januário. O Corinthians não alterou sua maneira de jogar – ficou novamente no meio-termo adequado entre atacar e defender-se. Teve ainda a paciência de apostar em cansaço e desgaste do adversário. Deu certo. Aliás, mais do que certo, com gols no final de cada período. Ou seja, sem tempo para permitir qualquer reação.

A etapa inicial foi de marcação, poucos lances perigosos e panorama favorável ao Corinthians. O primeiro melhor momento, porém, ficou com o Botafogo, no chute de Herrera, aos 40 minutos, que morreu na trave. O susto despertou o líder, que abriu o marcador com Liedson aos 43. Uma esfriada daquelas no Bota.

O time carioca até que tentou desvencilhar-se da desvantagem, ensaiou pressão, mas precisou contentar-se com a boa vontade. Passou quase toda a fase final em busca de uma brecha no sistema defensivo corintiano. Não só não achou, como levou a estocada fatal aos 49, em arrancada de Edenilson, em que a bola sobrou para Paulinho liquidar.

Uma cena me chamou a atenção e mostra a quantas anda a confiança entre os jogadores do Corinthians. O goleiro Júlio César teve o dedinho da mão esquerda deslocada, aos 42 minutos, urrou de dor, foi atendido no campo. Quando se imaginava que sairia, recolocou as luvas e segurou as pontas até o fim. Foi o símbolo do espírito de dedicação da equipe.

 

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