Liedson leva soco e quem vai a nocaute é o Fla

Antero Greco

09 de setembro de 2011 | 00h46

Cada vez mais gosto do Campeonato Brasileiro. Pode não ser o suprassumo da técnica, mas se mostra imbatível em emoção. As provas mais recentes de que adrenalina por aqui não faltam vieram na noite desta quinta-feira. Primeiro, com os 2 a 0 do Vasco sobre o Coritiba. Em seguida, com a espetacular virada do Corinthians em cima do Flamengo, 2 a 1, no Pacaembu lotado e o retorno à liderança isolada.

O duelo das multidões foi esptacular, porque teve empolgação e indefinição do começo ao fim. O Corinthians foi melhor, mereceu vencer, pois foi quem tomou a iniciativa, se mostrou ousado, pressionou. Enfim, jogou como quem pretendia recuperar a ponta e espantar pressão, depois de três derrotas nas últimas quatro apresentações.

O meio-campo corintiano ganhava a batalha, com Ralf e Paulinho atentos na marcação, e Alex mais adiantado,a ponto de arriscar chute e cabeçada a gol. Emerson e Liedson tratavam de encontrar espaços na defesas rubro-negra. O Flamengo ficou acuado e ainda assim obteve a vantagem, aos 28 minutos, em cobrança de escanteio de Ronaldinho que sobrou livre para Deivid apenas empurrar para ao gol.

O Corinthians não esmoreceu – e esse foi um dos aspectos principais para que chegasse à vitória. No segundo tempo, aumentou o ritmo, redobrou a carga, mandou bola no travessão em cobrança de falta de Chicão e acreditou. Ao mesmo tempo, o ex-corintiano Felipe fechava o gol, com defesas importantes e elásticas

Um incidente ajudou a mudar a história do jogo: Gustavo, em jogada isolada, deu um soco em Liedson. Para sorte dele, árbitro e auxiliares não viram. O gesto violento parece ter despertado o Levezinho, que em seguida apareceu livre na área para empatar. O gol entusiasmou o Corinthians, que manteve a blitz, premiada enfim com outro de Liedson.

A liderança foi retomada, agora com 43 pontos. Mas Vasco e São Paulo, com 41, estão na cola, e o Botafogo tem 40 (com um jogo a menos). O Flamengo perde fôlego, está com 36 pontos e, pelo jeito, começa a jogar a toalha e já fala em Libertadores. Esse é o ‘pojeto’, segundo Vanderlei Luxemburgo. Será?

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