Liga Sul-Minas-Rio surge. Que vença

Antero Greco

10 de setembro de 2015 | 19h35

A notícia interessante da quinta-feira vem da Gávea, e está na criação da Liga Sul-Minas-Rio. Dirigentes de 13 equipes, de Rio, Paraná, Minas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se reuniram na sede do Flamengo e, anunciaram o surgimento da nova entidade. Ela nasce com diretoria, estatuto e com a proposta de uma competição já para 2016.

Em princípio, o torneio tomaria 8 datas no primeiro semestre e contaria com a participação de dez equipes – Fla e Flu (Rio), Grêmio e Inter (RS), Atlético e Cruzeiro (MG), Coritiba e Atlético-PR (PR), além de Figueirense e Criciúma (SC). Avaí, Chapecoense e Joinville também assinaram, mas ficam fora.

A questão, a partir de agora, é prática. A CBF precisa dar aval – não gosta da ideia, mas se os clubes baterem pé, terá de ceder. Também precisam negociar com as respectivas federações estaduais, por causa dos torneios domésticos. E, claro, tem a televisão, ponto-chave no futuro da empreitada.

Importa que foi dado passo extraordinário para a libertação dos clubes da influência da CBF. Se a Liga vingar, funcionará como embrião de uma Linga Nacional, que cuidará de todas as competições. Para a CBF ficaria a parte protocolar e a seleção, que no fundo é o que interessa para ela, em termos financeiros.

Já houve movimento semelhante, no final dos anos 80, com o surgimento do Clube dos 13 (por ironia, 13 também agora). Com o tempo, ele se desvirtuou e foi implodido por contrariar interesses da CBF e, para tanto, contou com a colaboração de ex-presidente do Corinthians, então aliado de RT.

Que desta vez não haja desvios, que seja um sucesso e que estimule a adesão de outras potências.

Mas, como dirigente brasileiro não tem histórico de firmeza de propósitos, é bom deixar barbas de molho.

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