Logo de cara, sinal amarelo para o Fluminense na Libertadores

Antero Greco

10 de fevereiro de 2011 | 00h42

Era importante para o Fluminense estrear sua caminhada na Libertadores com vitória. Jogo em casa, com apoio da torcida, tornava-se fundamental tirar o peso da tensão com desempenho convincente. Pois isso não aconteceu: ficou no empate por 2 a 2 com o Argentinos Juniors – e, pior, resultado obtido no sufoco, pois duas vezes ficou em desvantagem. Já na primeira rodada, se acende sinal amarelo para o atual campeão brasileiro, que gastou sua quota de pontos como mandante e vê aumentada a obrigação de ganhar, quando receber a visita de Nacional-URU e América-MEX.

O time argentino surpreendeu. Enganou-se quem o esperava recuado, à espera da pressão. Obermann várias vezes puxava os contra-ataques, em busca de Salcedo e Niell. A tática dos hermanos desconcertou o Flu, que levou alguns sustos. Num deles, aos 35 minutos, Niell dividiu dentro da área, a bola rolou para o gol, André Luís tirou, mas ela ultrapassou a linha. Bandeirinha e juiz não viram, para felicidade nacional. Aos 44, Niell cabeceou e dessa vez não houve dúvida alguma: vantagem de 1 a 0 para o Argentinos Juniors.

No intervalo, Muricy colocou Rodriguinho no lugar de Williams, que não apareceu no primeiro tempo – nem dava, porque ficou isolado e as bolas não vinham de Souza e Conca. O Flu foi na base da vontade para cima do rival e empatou com Rafael Moura, de cabeça, aos 12 minutos. Quando ameaçou mandar, levou o segundo, outra vez com Niell (aos 25), mas Rafael Moura empatou de novo, aos 28. No domingo, ele havia feito os dois na derrota para o Botafogo.

Não foi um desastre total, mas esteve bem perto disso. O Flu tem mais cinco chances para classificar-se, mas já queimou um trunfo. O cálculo habitual para passar de turno inclui três vitórias domésticas, contra dois empates e uma derrota como hóspede. Muricy e seus rapazes deverão fazer com que alguém pague o pato como anfitrião.

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