Lucas e Pato não conseguem brilhar na seleção

Antero Greco

15 de outubro de 2013 | 11h52

Amistoso contra adversário bem mais fraco é casca de banana para seleções como a do Brasil. Se ganhar, não fez mais do que obrigação. Se empatar ou perder, fica com a sensação de vexame. O raciocínio vale tanto para o desempenho coletivo como para atuações individuais. No segundo caso, o risco de vexame é ainda maior.

E aí entram Lucas e Pato. Os dois jovens andam na corda bamba, no que se refere a vagas no grupo que representará o País no Mundial. Felipão os tem chamado, mas está de olho neles. Para tirar dúvidas, confirmou a dupla logo de cara no jogo com Zâmbia, disputado em Pequim. Era o momento de pegar ou largar, um negócio da China para os rapazes.

Pelo jeito, largaram. Lucas e Pato passaram em branco diante dos africanos, pareciam nas nuvens, e admirar a beleza do Ninho do Pássaro, o estádio olímpico chinês. Tão absortos ficaram que cederam lugar para Hulk e Jô.

Com eles, no segundo tempo (e com outras modificações), a equipe foi melhor, se soltou e venceu por 2 a 0. Oscar (que entrou na vaga de Ramires, também na segunda parte) e Dedé marcaram os gols da vitória que não acrescenta grande coisa ao currículo nacional. Mas que foi importante para Felipão aumentar as anotações a respeito de quem vai ou não à Copa.

Pelo jeito, Lucas e Pato podem ter férias em junho do ano que vem. O que é uma pena, se isso ocorrer. Lucas despontou no São Paulo com potencial extraordinário, a ponto de ter despertado cobiça no PSG, que pegou nota alta por ele. Até agora, quase um ano de Paris, e não deslanchou. Pato voltou da Itália, após passagem inconstante no Milan, também para refazer sua trajetória e brilhar, no Corinthians e na seleção. Não emplaca em nenhum.

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