Lusa pressionava, mas o Flu em dois minutos decidiu

Antero Greco

12 de setembro de 2012 | 21h50

Não reza a lenda que, time para ser campeão, precisa ter uma pitada de sorte, além de competência, bons jogadores, banco, regularidade? Pois bem. O Fluminense tem esses requisitos básicos e uma dose de boa fortuna. Não fosse assim, teria empacado diante da Portuguesa, na noite desta quarta-feira, no Canindé. No entanto, bastaram dois lances, em dois minutos, que resultaram em gols, e volta para casa com 2 a 0 e a liderança mantida.

O Flu fez talvez uma de suas apresentações menos entusiasmantes das últimas rodadas. Não dominou, não envolveu o adversário, como tem sido comum. Ao contrário, viu a Lusa tomar a iniciativa em boa parte do jogo, mais uma vez Diego Cavalieri (preterido na seleção) compareceu firme, quando foi acionado, e ficou acuado. Parecia que o empate seria lucro.

Só que a qualidade deu o ar da graça aos 28 e aos 30 minutos da etapa final. Em duas arrancadas, vieram os gols, primeiro com Jean, depois com Wellington Nem. Dois dos poucos momentos de vacilo da defesa lusa. Entre um gol e outro, houve a chance de empate, numa bela finalização de Luís Ricardo, mas que esbarrou em… Cavalieri. A fase do moço é ótima.

A maré está tão boa que, aos 39 minutos, a Lusa mandou uma bola na trave. Susto daqueles para a equipe que acumula 12 rodadas sem perder e que é um dos visitantes mais incômodos da competição. O Flu segue a toada forte e repassa responsabilidade para o Atlético-MG e também, por que não?, para o Grêmio, seus mais diretos perseguidores. E, pelo jeito, os únicos.

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