“Majestoso” agitado como aperitivo da Libertadores

Antero Greco

31 de março de 2013 | 19h51

Já vi muitos São Paulo x Corinthians bem melhores do que o deste domingo de Páscoa. Mesmo com descontos aqui e ali, foi uma partida interessante, movimentada, com gols, virada e polêmica. Ingredientes nem sempre necessários, mas que agitam duelos entre grandes rivais. A vitória por 2 a 1 embala os alvinegros para o jogo na Colômbia, pela Libertadores, e serve para tricolores avaliarem suas chances contra o The Strongest.

Ok, no fim das contas o destaque ficou menos para as jogadas e a movimentação das equipes do que para o lance que definiu o placar. O que lamento, mas não fujo da conversa e digo o que já afirmei no tuíter: o árbitro Leandro Marinho não é nenhum primor, porém foi bem ao marcar pênalti de Rogério Ceni em dividida com Pato.

O centroavante foi mais rápido do que o goleiro, na bola mal atrasada por Rafael Tolói (a origem da lambança), ganhou a jogada e em seguida ocorreu o choque. Rogério não saiu com a intenção de dar uma sapatada no centroavante, mas perdeu o tempo da bola e atingiu a sola da chuteira. Pato também não foi com solada; levantou o pé o suficiente para deslocar o são-paulino de fazer a defesa. Basta rever a jogada. Fosse fora da área, o juiz marcaria falta de quem atingiu o outro.

Entendo a reação dos jogadores do São Paulo, do próprio Rogério. Faz parte. Como concordo com o amarelo para o goleiro, pois não saiu com a disposição de derrubar o rival. Da mesma forma, discordo do amarelo para Pato, só porque fez o gesto de “calados!” para os torcedores adversários. Até parece que isso é ofensa!! Coisas do gênero é que tornam o futebol chato. Não houve incitação à violência nem desrespeito.

Fora isso, jogo interessante, com o São Paulo melhor e com uma deficiência: demorou a concluir as jogadas. Criou bons momentos, teve situações legais de ataque e falhou na conclusão, no toque a mais, no chute fraco. Gosto de ver Jadson e Ganso em ação, porque dão mais qualidade ao meio-campo. A defesa continua a ser vulnerável.

O Corinthians vai na toada costumeira, aparentemente baixa a guarda e dá o bote na hora certa. Só acho que ainda não deslanchou. Pode – e deve – melhorar muito.

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