Mancini se desculpa

Antero Greco

22 de agosto de 2017 | 20h28

O episódio de final de semana mexeu com Vagner Mancini e teve repercussão ainda nesta terça-feira. Aliás, episódios. Lembra quais foram? Não?! Faço um resumo.

O Vitória ganhou do Corinthians, em Itaquera, e botou fim na invencibilidade do líder no Brasileiro. Após o jogo, Mancini não gostou da forma como Felipe Garraffa, repórter da Rádio Bandeirantes, abordou o desempenho da equipe. Na opinião dele, o jornalista se errou ao dizer que o time baiano “jogou por uma bola”. De fato, o Vitória jogou bem.

Só que, para reforçar o argumento e rebater a crítica, o treinador sugeriu que o rapaz era corintiano. Um falou, outro respondeu, e a entrevista acabou. Na sequência, justiceiros de internet foram procurar posts de sete anos para provar que Garraffa de fato era corintiano. Detalhe: em 2010, não passava de um adolescente de 13 anos, ainda no ensino médio…

No domingo, vazou áudio no qual Mancini conversava com um amigo, comemorava a proeza e dizia que tinha sabor especial ganhar do Corinthians. E, além disso, estava eufórico por ter dado “uma patada num jornalista corintiano babaca”.

Ficou chato. Sem contar que ali houve, aparentemente, comportamento de amigo urso. Injusto, desonesto e reprovável tornar público um áudio pessoal, privado, particular. Fosse comigo, eu cortava papo com o sujeito. Com amigos desses, nem precisa de inimigo.

Pois Mancini comunicou nesta terça-feira que telefonou para Roberto Andrade, presidente do Corinthians, e para Felipe Garraffa, para desculpar-se. Afirmou, em nota, que nunca desrespeitaria o clube e desejou sorte ao jornalista. Desce o pano.

Entendo o gesto de Mancini como preocupação com a imagem – e é um direito que tem. Ele sabe o quanto prejudica ser malvisto por uma torcida, seja ela qual for.

Poderia também enxergar gesto de boa vontade com Corinthians e Garraffa. Atitude de maturidade e humildade. Tomara seja isso mesmo. Com um detalhe: teria agido ainda no domingo mesmo, para sufocar na raiz episódios que não levam a nada.

Tendências: