Márcia canta “Ronda”

Antero Greco

15 Novembro 2015 | 12h54

Uma crônica do jornalista Roberto Salim que reproduzo aqui.

“…E nesse dia, então, vai dar na primeira edição: cena de sangue num bar da avenida São João…”

Todo dia que abro um jornal, um site de esporte, um qualquer lugar para ler as notícias, ela está lá. A mãe falou isso, o técnico disse aquilo, a adversária vai acabar com ela, ela vai arrancar os dentes da inimiga e, acreditem, ela é contra usar lubrificantes no sexo. No dia seguinte, uma empresa que fabrica lubrificantes deu um lote para ela usar o resto da vida… virou manchete.

Até os seios dela saem na primeira edição – todo santo dia…

Claro, vocês sabem de quem eu estou falando.

Mas a pergunta é: por que todo dia falam dela, escrevem sobre ela? E é em toda publicação.

É brasileira, é fenômeno nacional, é um exemplo para nossa juventude?

Outro dia eu mesmo me peguei assistindo a um documentário sobre sua vida esportiva, sua vida particular, sua mãe.

Meu Deus do céu, se fazem isso com esporte…

Imaginem o que não fazem com o resto das coisas de nossas vidas. O que não fazem com a nossa cabeça.

Nada contra a esportista norte-americana, mas a “Ronda” que eu gosto é a do Paulo Vanzolini e na interpretação inigualável da Márcia.

E esporte por esporte prefiro rolar um dadinho e jogar um bilhar.

PS. Por falar nisso, a moça levou uma surra e tanto…

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