Marcos, a delicada festa de um ídolo do futebol

Antero Greco

12 de dezembro de 2012 | 02h57

O Pacaembu é um estádio especial. E nada mais adequado do que um palco histórico e tão querido dos paulistanos para receber a festa de despedida de Marcos, personagem singular no futebol. O goleiro já havia pendurado as luvas há quase um ano, mas nesta terça-feira saiu oficialmente de cena com uma homenagem que contou com amigos campeões e principalmente com os fãs, que lotaram o estádio mais charmoso da cidade.

Marcos vestiu a camisa número 12 do Palmeiras pela última vez cercado de carinho, de ex-companheiros de clube e da seleção brasileira, do técnico Luiz Felipe Scolari, de dirigentes com os quais trabalhou, de antigos ídolos palestrinos e de público, muito público. O que foi mais bacana: havia no Pacaembu corintianos, são-paulinos, santistas.

Marcos é dos raros exemplos de jogadores admirados, respeitados e queridos não só dos torcedores de um time, mas de quem curte futebol. Ele conquistou o carinho popular pelas defesas magníficas ao longo de uma trajetória profissional vitoriosa e dolorosa (foram várias as contusões). Mas sobretudo pela postura digna, sincera. Falou a linguagem das arquibancadas.

O jogo em si foi uma farra. O placar apontou, no final, 2 a 2 entre o Palmeiras de 99 campeão da Libertadores e a Seleção Brasileira campeã do mundo de 2002. Na prática, foi um festival de glórias do esporte, já que as duas equipes não se limitaram a acolher apenas os integrantes daqueles dois times marcantes na carreira de Marcos. Houve a presença até de símbolos eternos do Palmeiras, como o divino Ademir da Guia.

Mas quem foi ao estádio pôde rever Evair, César Sampaio, Edmundo, Ronaldo, Cafu, Paulo Nunes, Alex, Dida, Edilson (muito xingado pela torcida verde), Luisão, Roque Júnior, Edmilson, Edmundo e muita gente de qualidade. Para constar: Marcos abriu o placar, em cobrança de pênalti, e Paulo Nunes ampliou. Depois, Edilson e Luizão empataram.

No discurso que fez, à zero hora deste dia 12, Marcos agradeceu o público e pediu para não ser esquecido. E tem como?!