Melancólico fim de luta para Guerrero

Antero Greco

27 de maio de 2015 | 20h30

Paolo Guerrero marcou presença no Mundial de Clubes conquistado pelo Corinthians em 2012. Ele foi o autor do gol da vitória sobre o Chelsea, no Japão. Momento inesquecível e que lhe rendeu a condição de ídolo nos últimos anos, mesmo nos momentos de baixo desempenho.

Agora, o elo com a Fiel rompeu-se – e de maneira melancólica. O centroavante, de saída depois de não acertar renovação de contrato, não participa do clássico com o Palmeiras, domingo, em Itaquera. Jogador e clube chegaram à conclusão de que não vale a pena entrar em campo, sob o risco de ser hostilizado pelos fãs.

Chato esse tipo de saída, mas muito comum hoje em dia. O jogador pode jurar amor a um clube, mas olha para os próprios interesses, na hora de discutir um contrato. Nem sempre há acerto, como agora, e cada um segue o próprio caminho. Relação profissional, comercial. Não há lado errado.

O ideal seria Guerrero despedir-se de maneira simpática, com abraços, placa, lágrimas. Mas, pelo rumo que a história tomou, melhor para todos antecipar o afastamento definitivo. Pra que segurar alguém que sabe que vai embora? Que seja feliz e que o Corinthians inicie logo a busca para substituto.

Tudo o que sabemos sobre:

CorinthiansGuerreroMundial de Clubes