Messi continua fenomenal. E o espanhol Torres vira mico

Messi continua fenomenal. E o espanhol Torres vira mico

Antero Greco

12 de abril de 2011 | 18h28

As duas partidas desta tarde, pela Copa dos Campeões da Europa, mostraram a diferença que faz jogadores decisivos. O argentino Lionel Messi só colocou a cereja no bolo da classificação do Barcelona para as semifinais, ao marcar o 48.º gol na temporada, na vitória por 1 a 0 sobre o Donestk. O espanhol Fernando Torres, por quem o Chelsea pagou o equivalente a R$ 133 milhões, de novo passou em branco, e viu sua equipe ser eliminada, com derrota por 2 a 1 para o Manchester United.

Messi é um monstro de 1m71 (acho até que menos). O rapaz é extraordinário, joga demais e com uma simplicidade comovedora. É o melhor jogador que vi em ação nos últimos tempos – equipara-se, se não supera, Zidane, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho no auge, só para ficar em três gênios da bola. Além de matador é também garçom, pivô ou até zagueiro, se for preciso. Com ele em campo, é garantia de qualidade do Barça.

E foi Messi o responsável pela consolidação de uma vaga já confirmada com os 5 a 1 da semana passada na Espanha. Com uma bela jogada, aos 42 minutos do primeiro tempo, fez o gol da partida na Ucrânia, para aplausos até da plateia local. Há quem diga que Messi não brilha na seleção da Argentina. Pergunto: e daí? Pra mim, seleções, qualquer uma, ficam em segundo plano. Curto o futebol de clubes – e nisso Messi é fora de série.

Mico milionário é Fernando Torres. Nunca achei esse espanhol grande coisa, mas tem um nome danado na Europa. O Chelsea, que nada no dinheiro do bilionário russo Roman Abramovich, pagou uma nota alta para tirá-lo do Liverpool. O moço chegou botando banca e afirmou que finalmente jogaria em um time grande. Tremenda gafe. Se fosse aqui, eu diria que fizeram despacho contra ele…

Pois até agora não mandou uma bola sequer pra rede e já se fala que pode sair no meio do ano. Se isso acontecer, vai ser um dos maiores fiascos da história do futebol. Quem também pode pegar o banquinho e sair de fininho, como diz o Raul Gil, é o técnico Carlo Ancelotti. O italiano posudo ficou enfraquecido com mais um tropeço diante do Manchester, time aliás que mostrou ter pedigree internacional.

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