Marcelo Oliveira vai suar no Palmeiras

Antero Greco

14 de junho de 2015 | 21h40

O Palmeiras bateu o Fluminense por 2 a 1, de virada, no meio da tarde deste domingo. Que bom para o palestrino, pois enfim a equipe venceu na Série A nacional no novo estádio. Estava mais do que na hora e, ao menos em parte do final de semana, frequentou o Z4. E isso provoca trauma…

Por mais que o resultado tenha sido festejado – ainda mais que veio com gols em cima da hora, tanto no intervalo como no segundo tempo –, fica a constatação de que Marcelo Oliveira terá desafio e tanto para colocar o grupo no prumo. O Palmeiras do interino Alberto Valentim repetiu falhas do período em que esteve sob comando de Oswaldo Oliveira. A inconstância é o principal.

O Palmeiras alterna momentos de muita eficiência com fases de bobeira total. Um dos pontos vulneráveis é o meio-campo, que oscila demais, com reflexos na defesa e no ataque. Foi assim no primeiro tempo, em que o Fluminense esteve melhor, a ponto de abrir vantagem com Jean. Para salvação da lavoura verde, houve o empate com Rafael Marques há segundos do intervalo.

Na etapa final, aos poucos Valentim optou por colocar o time em maneira agressiva. Para tanto, foram entrando Robinho, Alecsandro (estreante) e Cristaldo. O Flu sentiu o baque na expulsão de Magno Alves, até então seu destaque e que cometeu falta dura e desnecessária sobre Gabriel.

O Palmeiras forçou, e como sempre errou em finalizações. Na base do abafa, chegou ao gol decisivo, após cobrança de falta cometida por Gum (vermelho) na entrada da área: na rebatida de Cavalieri, o centroavante Cristaldo cabeceou na trave e no rebote a bola bateu nele para entrar.

O resultado serviu para tirar um pouco da pressão sobre os palmeirenses. Mas é fato que ainda não saiu do forno um time competitivo que o torcedor espera.

E o Flu, em contrapartida, esboça ser mais regular com Enderson Moreira. Por pouco, não fechou a rodada no G4 no lugar do Corinthians. Carece também de equilíbrio.